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segunda-feira, 14 de abril de 2014

Eu Me Transformo em Outros


Quantas vezes na vida paramos para avaliar a nossa caminhada? Será que todos param fazer essa avaliação? Não sei falar por todos, mas a cada ano, quando se aproxima meu aniversário começo a fazer este balanço.

Bem, neste ano entro na casa dos trinta. Não, farei vinte e nove. Mas será o trigésimo ano vivido. Pensando então em três décadas vividas pude fazer grandes considerações.


Primeiramente, sou e já fui muitos! Citando Zélia Duncan em Quem Canta Seus Males Espanta:

“Entro em transe se canto, desgraça vira encanto
Meu coração bate tanto, sinto tremores no corpo
Direto e reto, suando, gemendo, resfolegando
Eu me transformo em outras, determinados momentos(...)”

Este sou eu!

Quem me conhece sabe que há seis anos eu detestava São Jorge. Hoje, já gosto dele, ainda mais como Ogum. Falando em Ogum...Quinze anos atrás eu era evangélico e demonizava todos os orixás. Vocês não imaginam o respeito e carinho que tenho por eles agora.




Muitas outras considerações foram feitas, mas são muito pessoais!

Mas neste ano me lembrei de um fato extremamente importante. Fato este que motivou esse texto.

Voltemos dez anos. Faltava uma semana para eu completar dezenove anos. Minha vida estava começando a dar a maior guinada de todas, mas eu não sabia disso.

Nesta semana em que antecedia o meu aniversário me aproximei de alguém muito especial para mim. Pessoa essa que viria a ser o meu primeiro namorado e depois um grande amigo, um irmão, Rafael Toledo.

O conheci fazendo teatro e com ele conheci o caminho iniciático da Bruxaria.

Um mês depois briguei com a minha mãe e resolvi sair de casa. O Rafael me apresentou à sua amiga Ariel/Ameliana. Fui morar em sua casa e foi amor a primeira vista. Hoje somos “maridas”. Rss

Pois bem, neste ano completamos dez anos de amizade/irmandade. Através dos dois conheci um mundo totalmente diferente, novo e empolgante. Nestes dez anos tivemos momentos mais próximos, outros mais distantes... Mas meu amor por eles é ainda maior. Depois deles muitas outras pessoas entraram na minha vida e fizeram a diferença, mas com eles comecei essa jornada.
 Juntos passamos por momentos dolorosos e alegres!














Rafael e Ameliana, muito obrigado por existirem na minha vida! Vocês mudaram o curso da minha vida pelo amor, amizade e companheirismo.

Esse texto é uma pequena maneira de agradecer e comemorar nosso tempo juntos. E que tenhamos muitos outros anos!

Se o meu caminho nestes últimos anos foi tão vivo e singular devo isso em parte a vocês, meus irmãos de Alma e Espírito.


Blessed Be!

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

O Corpo


      Em dias cinzas como esses tenho pensado cada vez mais sobre a importância dos amigos e das pessoas que conquistei ao longo destes anos. Posso dizer que tenho grandes amigos... amigos que se foram, amigos que vez ou outra reencontro, amigos que deixaram de ser amigos e se tornaram irmãos, grande amor que se tornou um grande amigo e uma irmã que se tornou primeira amiga e confidente.

   Pois bem, posso contar nos dedos os que se encaixam nessas descrições, mas sei que com eles eu sempre hei de poder contar.


    Já tem um certo tempo desde minha ultima postagem (I'm sorry), mas a vida anda meio corrida! Mas é com grande prazer e emoção que trago a vocês um filme que marcou a minha infância: Conta Comigo (Stand by me).

    Quem não se lembra da áurea época da "Sessão da Tarde" em que os seus filmes faziam parte da nossa vida e eram aguardadas as suas reprises. Uma lista imensa poderia ser feita (listas eu deixo para o @acrisedos25), mas com certeza este filme seria o nº 1.

  Trazendo em sua essência a liberdade e força aventureira do espirito jovem, as relações de companheirismo e amizade entre diferentes meninos, o filme conseguiu me levar a um mundo  completamente distinto do meu.

  Conta Comigo é um filme de 1986, baseado no conto "The Body" de Stephen King, que mostra as memórias de um garoto de 12 anos, Gordie Lachance (Wil Wheaton), que juntamente com mais três amigos saem a procura do corpo de um garoto perdido na mata.

 Além de contar com um roteiro impressionantemente bem amarrado, trilha sonora cativante e emblemática, o filme foi  um marco na carreira de muitos dos atores que dele participaram.
   
   É uma pena que o ator que fez o personagem principal que por anos por mim foi adorado, tornou-se meu arqui-inimigo. Que o diga o Sheldon (BAZINGA!!!)


   Ainda hoje, para mim, este filme é um grito de liberdade e pedido de socorro daqueles que mais precisam; além de ser refúgio ao dizer: Conta comigo!

   Se o tempo passa rápido ou devagar eu não sei dizer. Mas posso afirmar que com verdadeiros amigos ao lado, o tempo a passar se torna muito mais prazeroso, os problemas tornam-se desafios e uma vida sofrida e pesada se torna mais leve

   Para quem quiser se deliciar com este clássico em sua dublagem original... é só clicar aqui